Brinquedo_Hyro - Pausas e vírgulas

Pausas e vírgulas
Parou?...Parou por quê?
Quem, eu..? Imagina...
Vírgula !
Pausas e vírgulas
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TEATRO > Teatro Nilton Filho > Lembranças da Construção > Hyro Mattos
Publicado em 26 de janeiro de 2021
As Lembranças do Hyro Mattos
Esta primeira lembrança do Hyro relata a conversa entre seu Hyro íntimo e o  íntimo de um anônimo chamado daqui adiante de "O Curioso"
Aconteceu há uns dias, o 13 deste janeiro para ser preciso, muito embora a compreensão plena do cerne do diálogo foi possível, pois O Curioso e o Hyro, faz mais de dez anos que conhecem o intimo do seu interlocutor. Eles, os íntimos se olham e se dizem um ao outro: “Vice-versa”.
E há um princípio que a ambos pertence: os “doidos” se respeitam e se procuram...
...fazer o que?...determinismo...“Deus os cria, e eles, se juntam”.
OS ÍNTIMOS
HYRO MATTOS
O CURIOSO
E assim se chega ao que se define como
O BRINQUEDO DO HYRO MATTOS
O Curioso: Hyro, como tu te auto defines dentro da tarefa da “Construção do Teatro de Vocês", isto é, tu e o Nilton?
Hyro: permito-me uma humilde e respeitosa correção à tua pergunta. O Teatro é de todos nós, e com muito pesar te digo, até tu estás incluído. Imagina o a generosidade das suas portas...he he he
Abertas a todos os que aqui queiram vir a participar...
Pessoal!!! Isto também serve como convite, he he he.
O Curioso: he he he...generosidade sem limites. Imagina me deixaram entrar....mas, não fugirás à questão. Cadê a tua auto definição?
Uma pausa, mas sem vírgula, é o máximo que se permite o íntimo do Hyro.
Hyro: Sei...eu sou como uma segunda pedra-mor. Mas não fixa...ela se mexe e muito.
O Curioso: mas, sendo pedra, como consegues?
Hyro: toda pedra pode ser fundação, parede, muro...ou genericamente estrutura. E também pode enlouquecer; ou te enlouquecer...depende.
O Curioso: um exemplo?
Hyro: quando cheguei ao teatro, a semente já tinha virado árvore. Mas não tinha todos os ramos de hoje. Neles estavam os habitantes da época –  e da atual, já que todos eles ainda estão – e tinham seus ninhos nesses ramos.
O Curioso: eram pássaros?
Hyro: claro, eles voavam, voam e voarão sempre nas asas da fantasia...Veio a ideia de dar espaço a novos ramos: a garagem antiga virou sala...as salas viraram cozinha e o pavimento superior ampliou-se...ai eu enlouqueci...não fui o único. Já a primeira pedra-mor me acompanhou.
O Curioso: imagino, muitas tarefas ao mesmo tempo.
Hyro: isso não foi o problema...eu tinha uns 22 anos...e tive que enfrentar os figurinos, as perucas, o sapatos...ihhhhh
O Curioso: Hyro, ai já não entendo.
Hyro: é que eles, todos eles!!! Tinham vida própria...


...eles apareciam, da nada



Sumiam... na nada...se escondiam de nós...



um dia estavam ali...
...e, no outro dia...lá
E eles riam de nós...mais de mim que era novinho no pedaço.
Imagina, os figurinos carregavam todos, e cada um deles, todos os personagens que tinham encarnados...
Mas..he he he...com o tempo...
O Curioso: com o tempo...?
Hyro: peguei todos eles...e os enlouqueci. Inventei-lhes mil milhares de papéis com mil milhares de personagens.
Agora ficam quietinhos nos lugares que lhes indico...
Estão autorizados a sair, nas aulas, nos ensaios e claro, nos espetáculos.
Eles formam parte do teatro que nós construímos...Todo o conjunto é meu brinquedo de montar e desmontar...de montar e desmontar...de montar e desmontar...de...
O Curioso: digamos que como podes te transformar, continuas pedra na consistência, mas espírito dentro dela. És ação e também origem e suporte da ação.
Hyro: exato. E não há um the end clássico.
A montagem e desmontagem é perpetua na sequencia e infinita nas suas opções e formas.
Digamos que o the end das minhas lembranças são totalmente diferentes à semântica da palavra the end, ou seja "Aqui termina...! 》
Aqui termina?
Virgula !!!
posso fazer pausas...mas,
não paro !!!
Hoje...montando....
Pausas e vírgulas

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