Lembranças são recriações de fatos do passado. Elas pertencem ao íntimo de cada pessoa, e depende da sua adjetivação, sua pertença como pesadelo ou saudades; isto é último definido como nostalgias sem tristezas.
A assertiva que escreve como sentença eterna, que o passado não pode ser modificado, é relativa. O fato em si não. Mas, se tem a liberdade de interpretar desde uma outra ótica.
E se o fato foi prazeroso, agradável e único é melhor que essa lembrança continue como uma criança recém-nascida, ou seja, sem máculas.
Há superestruturas que servem para grandes acontecimentos. E que bom que existam.
Mas só nesses casos são úteis.
Não estão feitos para pequenos grandes atos.
No ano 2020 observamos a não utilização de estádios, teatros e afins. Podem ser identificados como cobertores ou lençóis.
E se são lenços os que se precisam?
Há miniestruturas que se revelam como imensas, podem acobertar, divertir e consolar sempre.
Elas necessárias são para secar nossas lágrimas, incentivar nossa calma e ativar a “não impaciência”.
* * * * * *
E a partir desta vírgula, vamos em direção às recordações de tempos que não se passaram